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Grassroots environmental action in Portugal (1974-1994)
chapter, written with Teresa Fidélis e Artur da Rosa Pires, published in Eder, K. e Kousis, M. (Ed.) Environmental Politics in Southern Europe – Actors, Institutions and Discourses in a Europeanizing Society, Dordrecht: Kluwer Academic Publishers, pp. 197-221 (2001)
This chapter provides a global vision on grassroots environmental action in Portugal between 1974 and 1994 interrelating with the social, economic and political context. The article is structured into three main parts. In the first part a set of development and regional features of the country, as well as of the recent environmental movement are presented. In the second part, the protest cases during the time of analysis are traced and characterised in the context of the changes occurring in the Portuguese society and politics as a whole. The characterisation relates the frequency of protest cases with the evolution of democracy, as well as, the types of actions with the economic development process and environmental quality problems. Finally in the third part, it is highlighted a significant increase of the number of grassroots protest cases in the last decade, their major community based and Nimby (Not in My Backyard) features. These features may be strongly related to the general features of the Portuguese environmental public opinion.
ENTRE O VIVIDO E O DESEJADO – O PAPEL DO AMBIENTE NA NOVA DICOTOMIA RURAL/URBANO
published in Portela, J. e Castro Caldas, J. (Ed.) Portugal Chão, Oeiras: Celta Editora, pp.149-166 (2003)
Partimos da constatação de que o meio rural adquiriu um valor simbólico nas sociedades contemporâneas, valor esse que é essencialmente constituído por representações diferenciadas do ambiente e da cultura rural. O emergir desta imagem social do meio rural como reserva ambiental e cultural, parece traduzir-se por uma nova dicotomia entre a cidade e o campo, ao nível das representações, entre modos de vida, sistemas de valores e organização social. Esta dicotomia tende a valorizar os espaços rurais, através da relação mais directa com uma natureza que se supõe a mais intacta.
No contexto das novas procuras e consumos das áreas rurais, uma questão fundamental é a existência de um desfasamento temporal entre as questões ambientais e as dinâmicas sócio-económicas dos meios rurais. Este desfasamento suscita visões diversas, senão mesmo opostas, dos aspectos que devem formar o desenvolvimento, para os rurais e os urbanos . Do mesmo modo que alguns autores salientam a existência de diversas culturas do ambiente, parece legitimo afirmar também a diversidade das culturas do desenvolvimento, igualmente determinantes neste domínio.
A comunicação aborda, assim, o papel e o lugar que os aspectos ambientais ocupam nas procuras e consumos das áreas rurais, particularmente tendo em conta os casos da Serra da Freita e do Parque Natural de Montesinho (PNM). A análise apresentada é sustentada pelos resultados de inquéritos por questionário e por entrevista aos visitantes, habitantes e entidades políticas de ambas as áreas mencionadas. Argumentamos que mais do que as características especificamente rurais, ligadas ao trabalho, à cultura e às formas de organização social, são sobretudo os aspectos ambientais que parecem condicionar as procuras e os consumos dos visitantes dos meios rurais. Argumentamos ainda que as diferenças observadas entre habitantes e visitantes não são apenas devidas às características objectivas de cada uma destas categorias, mas igualmente a percepções e experiências muito diversas, ao nível do quotidiano, em termos de desenvolvimento económico e social.
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